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Criatividade e produtividade podem ser impulsionadas pela inteligência artificial

Criatividade e produtividade podem ser impulsionadas pela inteligência artificial

Diferentes estudos sobre o setor indicam ganhos potenciais até 40% na produtividade das empresas com a introdução da IA nos processos internos. A grande questão que se impõe é se iremos ganhar ou perder postos de trabalho.

Pouco depois do virar do século, em 2001, o mundo recebia de braços abertos AI – Artificial Intelligence, o filme que introduziu o tema no seio da sociedade contemporânea internacional. Criada por um dos grandes mestres da Sétima Arte, Steven Spielberg, a película ficcional estabelecia uma tecnologia apta a criar robôs humanizados capazes de sentir ou simular, realisticamente, sentimentos e de complementar as relações humanas.

 

Hoje, quase duas décadas depois, a inteligência artificial (IA) volta a ser um dos temas quentes que provoca discussão e discórdia quanto ao impacto que pode vir a ter na dinâmica de trabalho que todos conhecemos. Parte desse debate foi ressuscitado na edição de 2017 da Web Summit, em Lisboa, após a apresentação do “primeiro robô cidadão” do mundo, a Sophia. Em frente a uma plateia física com milhares de pessoas, e vista por milhões através do ciberespaço, a criação tecnológica disse, sem medos, que “[nós, robôs] vamos tirar-vos os empregos e será algo bom”. Será verdade que vão, efetivamente, ocupar o lugar dos humanos no trabalho? E mais, será isso positivo?

As nações com maior concentração de funções industriais correm maior risco de ver as máquinas a substituir os humanos.

Embora seja uma questão complexa – é preciso ter em conta dimensões como o envelhecimento da população, mudança da filosofia laboral e evolução tecnológica –, a verdade é que basta recuar algumas décadas na História para perceber como o receio da inovação, da mudança e das novas tecnologias tem sido recorrente na vida dos humanos.

 

Máquinas versus humanos

Ao recordar o processo da Revolução Industrial, em meados do século XVIII e século XIX, rapidamente se percebe que o medo de vermos os nossos postos de trabalho ocupados por máquinas é algo cíclico. Nessa altura, no entanto, os empregos com maior número de funções repetitivas foram aqueles que se revelaram ser os mais frágeis e mais suscetíveis de ser ocupados pela tecnologia. Por outro lado, hoje em dia o tipo de profissões em risco estende-se para lá do fator repetição, já que a evolução tecnológica dotou as máquinas de capacidade de raciocínio.

 

Segundo um estudo recente da consultora PwC, que analisou o impacto da automação nos empregos, setores e competências em 27 países, as nações com maior concentração de funções industriais correm maior risco de ver as máquinas a substituir os humanos. Apesar de o território nacional não estar incluído neste levantamento, o facto de sermos essencialmente um país de serviços permite dizer que a taxa de automação doméstica será mais baixa quando comparada com países com elevados níveis de industrialização.

 

Reflexo disso mesmo é que enquanto na União Europeia existem cerca de 425 mil robôs industriais, em Portugal contam-se aproximadamente quatro mil, segundo o investigador Georgios Petropoulos, do Think Tank Bruegel. Mas se a nível nacional não corremos o mesmo risco no setor industrial, quais serão as profissões de maior fragilidade em relação à automação?

 

Carl Frey e Michael Osborne, autores do estudo “The Future of Employment”, reuniram os 70 empregos que irão, no futuro, ser desempenhados por robôs. Por ordem de probabilidade, as cinco profissões de maior risco são as de operador de telemarketing (99%), operador de caixa (97%), cozinheiro em restaurante (96%), funcionário dos correios (95%) e empregado de mesa (94%).

 

A questão que se impõe é: será esta nova realidade positiva ou negativa? As visões sobre o tema são muitas, mas há algo que a História nos ensinou com a Revolução Industrial: o número de empregos que são destruídos pelas máquinas dão, por norma, origem a igual ou maior quantidade de novos empregos.

 

Futuro construído a dois

Embora não seja uma relação romântica, nem tão-pouco uma realidade desejada, o trabalho conjunto entre humanos e máquinas é algo que terá de acontecer. Isto porque, apesar da grande capacidade de cálculo dos computadores, continuará a ser necessária a criatividade, a imaginação e a inteligência emocional, características e capacidades que os robôs não terão tão cedo e, quiçá, nunca.

 

Por outro lado, a adoção de ferramentas e processos à base da IA tem vindo a permitir às empresas libertar a sua força laboral para tarefas mais importantes, que acrescentam maior valor à atividade comercial. Questões como a marcação de férias, análise de desempenho dos colaboradores ou até a realização de testes de performance a serviços ou plataformas começam, cada vez mais, a ser entregues a algoritmos ou a cérebros digitais.

 

A utilização da IA pode, por isso, representar enormes ganhos de produtividade para as empresas. Desde a capacidade de otimizar processos a agilizar manutenções preditivas, são muitas as vantagens para os negócios e mesmo para a vida dos trabalhadores.

 

Segundo um estudo da Accenture, de 2016, a IA pode vir a duplicar o crescimento económico anual dos países em 2035, através da alteração da “natureza do trabalho” e da criação, como já vimos, de uma nova relação entre homem e máquina – mais saudável, equilibrada e de complemento. “A IA tem potencialidade para impulsionar o crescimento da economia e dos seres humanos”, defende Mark Purdy, representante do Accenture Institute for High Performance.

 

O mesmo documento revela que, para além de uma aceleração da evolução positiva das economias, esta nova revolução tecnológica vai permitir aumentar a produtividade dos trabalhadores até 40%. Um número impressionante, que facilmente explica o aumento das receitas das empresas e dos países.

 

A alteração da natureza do trabalho irá significar, por isso, a perda de alguns empregos mais repetitivos, de menor valor acrescentado, mas que será compensada pelo surgimento de novas atividades e funções – será cada vez mais necessário para as empresas terem pessoas capazes de resolver problemas complexos, com capacidades de coordenação, valências em matemática e criatividade. O futuro pintado nos filmes e livros distópicos torna-se, assim, uma realidade no presente, que deve ser vista como uma oportunidade de transformação e mudança quer para as organizações, quer para as pessoas.

 

IA: oportunidades para as empresas

  • Focar os recursos nas tarefas verdadeiramente core e importantes.
  • Otimização de processos.
  • Ganhos de produtividade.
  • Redução de custo.
  • Aumento de receitas.

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