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Como as smart cities estão a promover a sustentabilidade

Como as smart cities estão a promover a sustentabilidade

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 70% da população mundial viverá em cidades em 2050. O crescimento da população nas metrópoles, a redução dos recursos disponíveis e as questões da mobilidade são problemas que podem ser amenizados com cidades mais inteligentes.

 

Apesar dos múltiplos receios que os rápidos avanços da tecnologia causam à Humanidade, a verdade é que inovação neste campo pode e deve ser colocada ao serviço das populações. Uma das principais formas de o concretizar será, certamente, através do desenvolvimento de smart cities, ou seja, cidades cada vez mais conectadas, informadas e ajustadas às necessidades dos seus habitantes.

As cidades que utilizem tecnologia inteligente ao serviço dos cidadãos poderão melhorar alguns indicadores de qualidadede vida entre 10% a 30%.

É precisamente quem vive nas metrópoles que deve beneficiar da introdução de novas soluções tecnológicas, de forma a que possam melhorar a sua qualidade de vida e os serviços públicos. Segundo a UNEP – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, atualmente cerca de 50% da população mundial vive em cidades que ocupam apenas 2% da superfície da Terra. Tantas pessoas concentradas em tão pouco espaço resultam em dados que impressionam: é aqui que se consomem 75% dos recursos naturais mundiais, que se produz 50% do lixo e onde se emitem 70% dos gases com efeitos de estufa verificados em todo o planeta.


Assim, se dúvidas existam sobre o impacto das cidades na saúde da Terra, os dados da organização evidenciam a necessidade de encontrar formas de vida alternativas, que permitam reduzir estes valores e criar um futuro sustentável. Nesse sentido, a sustentabilidade é, cada vez mais, um pilar fundamental na construção e no desenvolvimento das smart cities um pouco por todo o mundo. A tendência é global, embora o projeto esteja ainda numa fase muito inicial em relação às potencialidades do conceito.


De acordo com dados da consultora McKinsey, as cidades que utilizem tecnologia inteligente ao serviço dos cidadãos poderão melhorar alguns indicadores de qualidadede vida entre 10% a 30%. Contudo, para lá chegar, a consultora defende que é necessário envolver os habitantes na construção de cidades inteligentes aproximando-os da tomada de decisão, dando-lhes espaço e oportunidade para fazerem sugestões de caminhos a seguir.


O conceito de smart cities tem, também, vindo a evoluir e não se deixa ficar apenas por semáforos ou candeeiros inteligentes. Cada vez mais, a tecnologia é aplicada na melhoria de indicadores relacionados com a qualidade de vida – desde a monitorização de serviços públicos à qualidade do ar, passando pela mobilidade. Aliás, de acordo com a Gartner, em 2020 metade dos objetivos de smart cities serão indicadores-chave de performance (KPI) em alterações climáticas, resiliência e sustentabilidade.


A consultora elaborou um documento com análises e previsões relacionadas com o tema e diz que, em 2017, havia cerca de 380 milhões de sensores conectados que estavam a ser utilizados para a sustentabilidade. O cenário em 2020 será, segundo a Gartner, consideravelmente diferente: haverá 1.39 mil milhões de dispositivos para este propósito, o que representará 20% de todos os objetos conectados usados nas smart cities.


Evidentemente, com esta quantidade de sensores de recolha e transmissão de dados é necessário recorrer a diferentes tecnologias que permitam trabalhar as informações recolhidas e dar-lhes um propósito. É aqui que entram conceitos como Internet das Coisas (IoT) – cuja abrangência e eficácia é amplificada pela Narrow-Band IoT, como pode recordar neste artigo -, Big Data (para analisar e organizar grandes quantidades de dados a alta velocidade), Machine Learning e Inteligência Artificial (IA), que permitem uma leitura mais inteligente da cidade, dos seus problemas e dos caminhos para os solucionar. São, também, a base para a infraestrutura das metrópoles do futuro.


Lisboa e o Sharing Cities

As preocupações ambientais têm marcado a agenda mediática e política dos últimos anos, motivando a realização de cimeiras, assinatura de acordos intergovernamentais e a criação de metas no que à redução das emissões de carbono diz respeito. A eficiência energética tem sido, também, uma preocupação crescente. Nesse sentido, a União Europeia lançou, em 2014, o programa Horizonte 2020 com o objetivo de financiar a investigação e inovação no território europeu – é, segundo a instituição, o seu maior programa do género até à data.

 

Com 80 mil milhões de euros à disposição, o programa é responsável, entre outros, pelo financiamento do projeto Sharing Cities, criado em 2016. São pouco mais de 24 milhões de euros aplicados numa plataforma que pretende “desenvolver soluções acessíveis de cidades inteligentes, integradas e em escala comercial com um alto potencial de mercado”. A ideia é fomentar a colaboração entre a indústria e as cidades para a criação de zonas urbanas melhores, mais amigas dos habitantes e mais sustentáveis.


Deste projeto, que pretende atingir os 500 milhões de euros em financiamento e chegar a 100 cidades europeias, fazem parte seis metrópoles: Lisboa, Bordéus, Milão, Londres, Varsóvia e Burgas. Além de representantes da indústria, o Sharing Cities envolve universidades e outras entidades para que a plataforma sirva de mecanismo de aprendizagem para todos – são partilhados estudos, casos práticos, metodologias e realizados webinars para acelerar a inovação.

 

O objetivo é também incentivar iniciativas como a GIRA, a rede de partilha de bicicletas criada pelo município de Lisboa, postos de carregamento de veículos elétricos, sistemas de partilha de automóveis ou a utilização de frotas logísticas elétricas. No caso da capital portuguesa, por exemplo, a Câmara Municipal decidiu utilizar os dados sobre ocorrências na autarquia – como obras ou outros constrangimentos – e disponibilizá-los aos cidadãos através do Google Maps ou do Waze para facilitar a mobilidade na cidade.


Três ideias inovadoras

O mundo muda-se com um passo de cada vez. Ou, neste caso, com um projeto de cada vez. Incubada na Startup Lisboa, a Trigger Systems é uma startup que tem como objetivo ajudar na redução do desperdício de recursos naturais, nomeadamente a água. Através de “modelos de cálculo exclusivos baseados em previsões meteorológicas”, a empresa criou uma plataforma inteligente que permite o controlo remoto de sistemas de rega que ajuda a poupar mais de 40% nos gastos de água.

 

Também com o meio ambiente como uma das principais preocupações, a SERNIS desenvolveu uma aplicação de estacionamento chamada ImmaPark a propósito do IoT Challenge, promovido pela Altice em setembro. Com recurso à tecnologia NarrowBand – IoT, a empresa criou sensores de estacionamento inteligentes que permitem que o utilizador possa reservar um lugar para o automóvel ainda antes de sair de casa. A ideia é evitar o congestionamento urbano e reduzir as emissões de CO2 provocadas pelos veículos.


Em Cascais, o município associou-se à InnoWave para a criação de uma aplicação que promove a sustentabilidade, a cidadania e mobilidade. Chama-se Cascais City Points, já venceu vários prémios de inovação e funciona de uma forma muito simples: incentiva ações relacionadas com o ambiente, voluntariado, mobilidade e cidadania, recompensando os habitantes com um sistema de pontos. À medida que o utilizador vai acumulando boas ações, que se traduzem em pontos, pode trocar os ganhos por descontos, produtos ou entradas em eventos.

 

É desta forma, passo a passo, que se vai construindo um futuro melhor, em que a inovação tecnológica está ao serviço da sociedade para melhorar a qualidade de vida de cada um de nós.

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