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Como a mobilidade está a mudar o mundo do trabalho

Como a mobilidade está a mudar o mundo do trabalho

Os dispositivos móveis vieram facilitar a vida de todos e, sobretudo, do mundo dos negócios. Mobilidade e flexibilidade estão a caminhar juntas para criar as empresas do futuro, que se querem mais inteligentes, com menos hierarquias e mais próximas das pessoas.

 

 

Não é novidade para ninguém que as novas tecnologias estão a mudar a forma como vivemos em sociedade. Internet, dispositivos móveis e muitas outras soluções são as principais responsáveis pelas grandes mudanças da última década na maneira como interagimos uns com os outros, tornando a Aldeia Global ainda mais global.

 

Sem fronteiras e com as barreiras à comunicação cada vez mais reduzidas, o mundo do trabalho tem forçosamente de acompanhar os novos desafios, tendo as empresas do futuro a seu cargo a hercúlea tarefa de adaptar os seus negócios às exigências do mercado.


Mobilidade, aliada à necessária flexibilidade, é a palavra de ordem. Estamos sempre contactáveis através de smartphones, tablets e outros dispositivos, e não desligamos nunca.


Fazemos transferências bancárias na praia, assistimos a séries aproveitando o tempo que perdemos nos transportes públicos quando vamos para o local de trabalho, e respondemos
a emails profissionais à meia-noite de sábado, num jantar de convívio entre amigos. Estar umas horas sem wi-fi é hoje, para as gerações digitais, impensável.

Este nível de ligação e de confiança requer um novo tipo de relação, não só profissional, mas também pessoal.

“O acesso a informação ou transações em qualquer lugar e em qualquer momento é uma das caraterísticas da sociedade atualmente. Replicar este comportamento nas empresas é obrigatório”, refere a propósito Eduardo Fitas, Vice-Presidente da Accenture Portugal, responsável pela área de Comunicações, Media e Tecnologia.

 

E ainda que este especialista refira que “as organizações do futuro serão uma evolução natural do que são atualmente, sem disrupções radicais, uma vez que a evolução resultante da mobilidade e das várias evoluções tecnológicas já se iniciou há algum tempo”, a verdade é que o desafio que muitas empresas têm pela frente é ainda grande. Segundo o estudo Technology Vision 2017, realizado pela Accenture a nível mundial, o rápido avanço da introdução das tecnologias no quotidiano está a obrigar as organizações a reinventarem-se para sobreviver.

 

Segundo uma das cinco tendências apontadas neste estudo exige-se uma profunda alteração do mercado de trabalho, sustentado no nascimento de organizações on-demand, com soluções
à medida, o que altera, e muito, os padrões do mundo laboral mais tradicional.

 

Para que isso aconteça, a força de trabalho terá necessariamente de mudar, tornando-se mais flexível, menos hierarquizada, e de se adaptar às novas exigências do mercado. Esta tendência trará a necessidade cada vez maior da existência de plataformas de trabalho on-demand, mais colaborativas, e por outro lado, exige a necessidade de novas formas de gerir o trabalho online e cria nova força de trabalho, suportada num mercado de talento, freelancer, onde as empresas podem recorrer conforme as suas necessidades.

 

A importância da empresa inteligente

O estudo mais recente da consultora, o Techology Vision 2018, dedica-se já inteiramente ao tema da empresa inteligente e nele se destaca o impacto que terão as tecnologias emergentes nas diversas indústrias nos próximos três anos, analisando a forma como as empresas têm utilizado estas tecnologias para maior envolvimento com os seus clientes. Revela que, pela primeira vez, a mudança é bidirecional: as pessoas estão não só a usar produtos e serviços providenciados pelas empresas, como estão elas próprias a alimentar estas empresas com informação.

 

E isso exige que as organizações tenham um conhecimento profundo das pessoas bem como dos negócios dos seus parceiros. Este nível de ligação e de confiança requer um novo tipo de relação, não só profissional, mas também pessoal. Os líderes que a conseguirem alcançar criarão um novo tipo de empresa, a Empresa Inteligente.

 

Para Eduardo Fitas, as empresas estarão cada vez mais disponíveis para atender os seus clientes, com forças de trabalho cada vez mais flexíveis e cada vez mais capazes de reagir de forma ágil às alterações de mercado. “De qualquer forma, a mobilidade é só mais uma evolução que impacta o futuro das empresas, a juntar à maior automatização de tarefas repetitivas, ao acesso cada vez maior através de canais digitais, com modelos de negócio que cada vez menos definem fronteiras claras entre indústrias, a modelos de trabalho cada vez mais colaborativos e mais alicerçados em parceiros de negócio”, afirma.

 

Para este especialista a “transformação digital que resulta de um momento único de aproveitamento de avanços tecnológicos em diferentes dimensões para redefinir os modelos de negócio e a sociedade, tem a contribuição da evolução das tecnologias móveis mas não se limita a estas”.

 

Maior flexibilidade é uma exigência

E, obviamente, a mobilidade arrasta consigo uma maior flexibilidade, uma vez que o ritmo e a forma de trabalhar não são condicionadas por horários pré-definidos. “Esta possibilita uma maior adaptação às necessidades dos clientes que também já não estão habituados a que os contatos estejam ao abrigo de um horário rígido. Facilita as oportunidades de servir clientes em outras partes do mundo com horários desfasados, ou até permitir que um colaborador não trabalhe em regime de exclusividade”, explica Eduardo Fitas.

 

No entanto, num mundo saturado de novas tecnologias e de constante conetividade, é preciso não esquecer a necessidade de balancear a vida pessoal e profissional. Anabela Silva, People Adviser Service Leader da consultora EY, explica: “fala-se agora mais em 'integração' da vida profissional e pessoal, e não tanto em equilíbrio, uma vez que o trabalho acaba por estar encaixado na vida pessoal, já que estamos ligados 24 horas por dia e 7 dias por semana”. Mas, adianta, as empresas têm cada vez mais de pensar no bem-estar dos seus colaboradores para manter o bom clima organizacional. “Felizmente há uma cada vez maior preocupação com a saúde mental, para evitar o chamado burnout”.

 

Esta é, aliás, uma das tendências apontada pela pesquisa realizada pela EY sobre o trabalho no futuro, intitulada Future Work Now. E para esta consultora o futuro do trabalho começa agora, pois as empresas que não sigam as tendências atuais correm o risco de ficar para trás.

 

“Adaptar o trabalho ao futuro passa muito por uma mudança de mentalidades, acabando, por
exemplo, com o 'presentismo'. E estes novos desafios passam muito pelas lideranças, que devem estar centradas em competências digitais”, refere Anabela Silva. Os líderes digitais são uma necessidade premente para a sobrevivência das empresas no futuro. As estimativas da EY para as lideranças vindoiras, resumidas no estudo Leadership Series – Digital-era Leadership, apontam para o facto de que, no mundo, apenas 22% dos líderes atuais se consideram aptos em todas as dimensões digitais.

E é fundamental que as lideranças consigam fazer a integração das quatro gerações que se encontram ainda no mercado de trabalho (estima-se que, em 2020, existam cerca de 31 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos), atendendo às expectativas de cada uma delas.


Para Anabela Silva, uma outra transformação que o uso das tecnologias móveis veio potenciar, é em relação ao espaço de trabalho. Este deixará de ser fixo: poderá continuar a ser fisicamente no escritório de empresa, mas sem local fixo, e será adaptado às necessidades do momento tendo em vista criar organizações mais ágeis. “Também se assistirá ao desaparecimento das hierarquias, estando o trabalho cada vez mais organizado por equipas ou projetos”, refere.

 

E, não menos importante, é o facto de as empresas terem de aceitar que cada vez mais os seus colaboradores exigem experiências. “As empresas terão de ter um propósito social, para atrair e manter os seus colaboradores”, refere Anabela Silva. Cerca de 64% dos millennials desejam que o seu emprego transforme o mundo num local melhor. Daí que muitas empresas já associam ao seu nome uma missão.

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