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Web Summit: as oportunidades são para toda a economia portuguesa

Web Summit: as oportunidades são para toda a economia portuguesa

A localização da maior conferência de tecnologias da informação em Lisboa nos próximos três anos traz vantagens para toda a economia e as estimativas apontam para um impacto económico direto de 200 milhões de euros, mas há muito valor que será difícil de contabilizar.

 

Muitos duvidam do impacto real do Web Summit na economia, criticando o entusiasmo excessivo à volta da conferência e o conceito de que Lisboa pode ser o novo Silicon Valley da Europa, ou a nova Berlim das Start ups, mas é fácil perceber que a concentração de mais de 53 mil pessoas muito focadas na área das tecnologias e da internet em Lisboa tem potencial para mudar mais do que o dia-a-dia de uma semana de novembro.

 

O governo já confirmou que vai investir 1,2 milhões de euros no Web Summit, a cada ano, e espera receber 175 milhões, e as contas que servem de base ao impacto económico do Web Summit são baseadas na deslocação e permanência de cerca de 53 mil pessoas a Lisboa, incluindo hotéis, transportes e restaurante.

Os participantes são franceses, britânicos, portugueses e espanhóis e reservaram alojamentos em hotéis, mas há também muito quem tenha optado pela AirbnB

Os participantes vêm de 167 países e segundo um inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), realizado em setembro, os hotéis de Lisboa preveem para os dias da conferência, com base em reservas já efetuadas, atingir em média ocupações de 85% e diárias a 163 euros - o dobro do preço médio em novembro do ano passado (73 euros).

 

Franceses, britânicos, portugueses e espanhóis lideram, por esta ordem, as reservas de hotéis para o evento, mas há também muito quem tenha optado pela AirbnB e a plataforma já comunicou que estima receber cerca de 15.000 hóspedes nos alojamentos que tem registados em Lisboa durante o período do Web Summit, de 7 a 13 de Novembro.

 

Em comunicado a Airbnb fez saber que os seus parceiros em Lisboa, a quem chama anfitriões,  deverão obter um rendimento adicional superior a 2,8 milhões de euros com o evento e há ainda que contabilizar os ganhos adicionais no comércio local, já que a larga maioria vai ficar alojada nos centros históricos.

 

Oportunidade para atrair mais clientes
Mais do que o valor financeiro evidente nestas contas, esta é uma oportunidade de fazer um impacto significativo na imagem de Lisboa, que já é reconhecida como uma cidade que bem recebe e acolhedora para turistas. A forma como cada espaço comercial se posiciona é importante, e é importante estar na melhor forma para acolher estes utilizadores, muito ligados à tecnologia, que valorizam o acesso a redes Wi-Fi abertas de boa qualidade e que recorrem com frequência a redes sociais e outros serviços de recomendação para escolher os restaurantes, cafés e bares, mas também outras lojas onde podem fazer compras. 

 

Um post recente no Blog PT Empresas dá algumas dicas sobre como pode usar as redes sociais de turismo para promover o seu negócio.

Um bom website, apelativo, com informação atualizada e possibilidade de marcação, acesso a contactos e preços (quando possível) é uma base incontornável. E não se esqueça também de criar uma página no Facebook e no Instagram e de as ir atualizando, e respondendo às mensagens dos utilizadores.

Divulgar o seu negócio através destes meios é uma boa ideia, e pode mesmo pensar em ter promoções especiais para estes dias, associando-se à “febre” do Web Summit. Não descarte também a possibilidade de usar beacons com envio de mensagens comerciais de proximidade para atrair os clientes que passam perto da sua porta.

 

Novos fundos para investir em statups

Com toda a atenção mediática concentrada nas startups, o primeiro-ministro aproveitou o primeiro dia do Web Summit para anunciar um novo fundo público de 200 milhões de euros desenhado para atrair investidores que possam ajudar as empresas portuguesas a internacionalizarem-se.

 

O  200M Co_invest with the best conta com 200 milhões de investimento e as candidaturas vão ser geridas através dos organismos do Ministério de Economia e estarão abertas até ao fim do ano. Os capitais de risco apresentam as candidaturas e têm de investir 50% do valor. A outra metade vem do Estado.

 

A iniciativa vem juntar-se ao programa Semente, que integra o Orçamento do Estado e que entra em vigor a partir do início do ano. Este oferece um benefício fiscal para o jovem investidor permitindo que quem investe até 100 mil euros numa empresa possa deduzir esse investimento em sede de IRS.