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Um centro de dados no fundo do oceano

Um centro de dados no fundo do oceano

Não é propriamente novo para quem segue mais de perto este tema, mas para a maioria dos mortais, pensar na instalação de um data center no fundo do oceano não passa de uma ideia estranha. Afinal, esta é a primeira vez que se fala de uma nuvem subaquática.

 

O  Project Natick, levado a cabo pela Microsoft, está a ser desenhado desde 2013 mas só em 2015 saiu da gaveta para um teste de três meses com um protótipo colocado no fundo do oceano.

 

Os dados ficam seguros, já que o acesso ao local é bastante limitado, poupa-se dinheiro e o ambiente já que o arrefecimento é feito de forma natural e é, precisamente no arrefecimento das máquinas que se encontra uma fatia substancial dos custos de um data center.

 

O contentor, com 17,2 toneladas, foi colocado a 9 metros de profundidade, a cerca de 1 quilómetro "algures" na costa do Pacífico, em território norte americano. Equipado com sensores para medir as condições ambientais bem como movimentações, pressão ou humidade, este contentor foi retirado para análise após o período experimental de três meses.

 

 

Os dados servirão para a Microsoft efetuar os ajustes necessários na nova cápsula, que terá cerca de três vezes a dimensão da Leona Philpot (a cápsula de testes), antes de avançar para o projeto em definitivo. Os pontos favoráveis óbvios, como economia de energia, são reforçados pela possibilidade de instalação dos data center mais próximo dos utilizadores pois a grande maioria concentra-se junta à costa.

 

A segurança que a localização permite, também corresponde à grande dificuldade encontrada ao nível dos processos de manutenção. Uma coisa será certa, para chegar aos servidores, os técnicos terão de entrar na cápsula. Através de mergulho, o que irá envolver câmaras estanques, ou através da emersão das plataformas.

 

Se avançar com estes data centers, a Microsoft prevê a sua instalação em prazos recorde de 90 dias.

 

Quais as vantagens?

Essencialmente, este projeto debruça-se sobre economizar energia, uma vez que os data centers emitem bastante calor e exigem custos elevados para o seu arrefecimento; aproveitar fontes energéticas renováveis, como eólica e solar; e aproximar os servidores dos utilizadores, o que pode melhorar a velocidade de ligação. Afinal, como diz a Microsoft, "cerca de 50 por cento da população vive junto à costa, porque razão os nossos dados não estão também nessa zona?"

 

Depois, disponibilizar um data center em 90 dias é um sonho para qualquer empresa ou cliente. O projeto ainda está em fase de análise de dados, recolhidos com esta primeira experiência, mas apresenta-se como uma inovação ao nível do aproveitamento da natureza para reduzir os custos de manutenção e serviço de um data center.

 

Poderá ser instalado em Portugal?

A extensa linha linha de costa portuguesa pode ser bastante apetecível mas, tendo em conta a dimensão do território nacional, e a existência de locais com temperaturas mais baixas, a PT optou por instalar um data center na cidade da Covilhã.

 

O data center da Covilhã, teve em conta a localização pelas vantagens das temperaturas mais baixas mas também por esta zona estar mais afastada das falhas tectónicas. Apresenta-se como um dos mais modernos e está entre os 10 maiores data centers do mundo.

 

Ao nível de eficiência energética o data center da covilhã é alimentado 100 por cento por fontes de energias renováveis, possui uma central fotovoltaica bem como um sistema de arrefecimento air free cooling.

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