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Poupar energia também faz parte da gestão, mesmo onde menos se espera

 Poupar energia também faz parte da gestão, mesmo onde menos se espera

Quando se está responsável por gerir um orçamento, seja ele de que tipo for, o principal objetivo é cortar nas rúbricas supérfluas e chegar ao final do ano com o balanço mais positivo possível. De acordo com o Eurostat, Portugal é o sexto país da Europa com a eletricidade mais cara e essa rúbrica é bastante relevante para a competitividade das empresas, em Portugal, mas também no espaço europeu.

 

Muitas vezes, principalmente quando se trata de micro, pequenas e médias empresas, olha-se para a conta de energia como um bem essencial. E é, mas pode ser reduzido substancialmente, em cerca de 90 por cento, ao adoptar algumas medidas básicas.

 

Como é óbvio, além dos tradicionais conselhos em desligar os aparelhos da corrente, que nem sempre é prático ou viável (apesar de existirem opções que garantem maior poupança de energia e compensar investimentos mais altos a médio prazo), são esquecidos pormenores como as iluminações de emergência.

Tenha em especial atenção as iluminações que estão acesas durante mais horas. No caso das iluminações de emergência, em alguns casos, estão ligadas 24 horas por dia. E é nessas que deve intervir mais rapidamente. 

O objetivo não passa por eliminar estas iluminações. Afinal, são cruciais para manter todas as pessoas seguras, mas antes fazer uma troca para iluminações mais eficientes. Hoje em dia, ao substituir as tradicionais iluminações de lâmpadas fluorescentes para blocos autónomos LED, é possível reduzir a fatura de energia (só com esta rúbrica) de um consumo de 12 W ou 14 W por hora, por cada bloco, para 2.6 W ou 4.35 W (dependendo da quantidade de luz que necessita).

 

Quando se trata de uma empresa com alguma dimensão, provavelmente, já olhou para as iluminações de teto (e até já trocou para LED) mas esqueceu-se daqueles pequenos blocos que parecem inofensivos e que, para trocar, implicam algum investimento, quer em material, quer em mão-de-obra.

 

Mas, se fizer as contas, verá que, cada bloco dos tradicionais (os típicos com duas lâmpadas fluorescentes) que consomem uma média de 12 ou 14 W hora, implicam um gasto de cerca de 17.33 euros por ano por cada bloco, se o custo de energia for de 0.16 euros KWh. Agora, é fazer as contas ao número de blocos.

 

Seja como for, a medida tradicionalmente indicativa, no que respeita à troca de iluminações normais para LED representa uma poupança a rondar os 90%. Isto para manter uma iluminação equivalente. No entanto, a tecnologia LED permite, hoje em dia, uma gama variada de modelos e o que convém procurar, é o número de Lúmens. Ou seja, pode adquirir uma lâmpada de 4W que emite mais Lúmens do que uma de 5W, por exemplo. Menos consumo, mais luz.

 

Tenha em especial atenção as iluminações que estão acesas durante mais horas. No caso das iluminações de emergência, em alguns casos, estão ligadas 24 horas por dia. E é nessas que deve intervir mais rapidamente.

 

Mesmo a nível residencial, onde estas iluminações de emergência apesar de não serem obrigatórias em edifícios até 9 pisos acima do solo e 3 abaixo do solo, são aconselháveis, tais como outras medidas de proteção contra incêndio. E nos edifícios mais recentes os condomínios acabam por se deparar com faturas de energia elevadas. Tomando com exemplo um edifício com oito pisos mais 3 pisos de garagem, com um número de 55 blocos autónomos, nos modelos tradicionais, o custo anual com energia ronda os 950 euros. Ao substituir para LED esta rúbrica vai baixar para cerca de 160 euros anuais. E com a vantagem de poder consumir menos pois existem blocos que permitem estar mantidos apenas a 10% ou 50% ou até apagados, e apenas acendem no máximo consumo quando há uma falha a energia.

 

Provavelmente, na maior parte dos escritórios esta é um rúbrica que nem sequer tem grande interesse, pois o edifício é alugado e caberá ao senhorio a responsabilidade da fatura. Mas poupar energia não se trata apenas de poupar a carteira. É também uma forma de poupar o ambiente e as emissões de CO2.

 

Basicamente, convém sempre olhar para os consumos dos aparelhos elétricos, sejam eles uma lâmpada, um telefone, um computador, uma impressora... Muitas vezes, mais vale investir um pouco mais no início e recuperar a diferença para o equipamento mais barato em meia dúzia de meses, do que ficar a gastar uma fortuna em energia durante o período de vida do aparelho.

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