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Portugueses vão gastar 4 mil milhões de euros online. Vai perder esta oportunidade?

Portugueses vão gastar 4 mil milhões de euros online. Vai perder esta oportunidade?

Através dos telemóveis ou dos computadores, o número de pessoas que consulta informação sobre bens e serviços online é cada vez maior, e muitos acabam por concretizar a aquisição online. Quer deixar escapar esta oportunidade de ganhar novos clientes?

 

Um estudo divulgado pela ACEPI, a Associação da Economia Digital, revela uma tendência crescente de utilização da Internet enquanto plataforma de compras. Em 2015, 30% dos portugueses fizeram compras na Internet, gastando mais de 3,8 mil milhões de euros, e a previsão aponta para que o volume de gastos online chegue aos 4,2 mil milhões em 2016, subindo para 9,1 mil milhões em 2025.

 Volume total de compras - consumidor final

Não é preciso fazer a prova dos 9 a estes números para perceber que este é um mercado relevante onde nenhuma empresa pode dar-se ao luxo de se manter ausente. Até porque se estes são os números das compras efetivamente realizadas, o número de consumidores que pesquisa online e usa os sites como catálogos, para depois comprar nas lojas, é muito mais significativo. E não ter uma “montra” na Internet pode significar perder ainda mais negócio.

 A falta de alternativas entre lojas portuguesas online faz também com que muitos utilizadores optem por comprar online fora do país.

Atualmente 70% da população portuguesa utiliza a Internet e os dados da IDC mostram que esse número vai crescer para os 90% à medida que são superadas algumas barreiras ainda existentes de literacia digital e de idade. Em 2015 30% dos internautas portugueses fizeram compras online, e a acreditar na tendência de crescimento, em 2025 serão 60% a optar por plataformas eletrónicas para fazer compras.

 

Os dados do estudo mostram que os consumidores procuram compras online em algumas categorias principais: vestuário e moda, bilhetes de transportes e viagens, livros e equipamentos móveis e acessórios. Mas há outras áreas que começam a ganhar importância.

 

E do lado das empresas? O estudo da ACEPI, realizado em parceria com a IDC, revela que uma das fraquezas para o desenvolvimento do comércio eletrónico está precisamente no sector empresarial, que ainda não está preparado para oferecer soluções de compra online aos consumidores.

 

Uma fatia significativa das empresas nem sequer investe numa presença online, e a percentagem das que efetivamente vendem produtos na Internet é muito pequena. A situação é particularmente grave entre as micro e pequenas empresas. Só 30% das micro empresas têm site, e nas pequenas empresas o número sobe para pouco mais de 56%. Mas nas empresas mais pequenas, as micro empresas, só 8% têm loja online, enquanto nas pequenas empresas esse número é de 23%. E mesmo entre as empresas de maior dimensão, a venda de produtos ou serviços é feita online por 40% das médias e 54% das grandes empresas.

Empresas que realizam comércio eletrónicoA falta de alternativas entre lojas portuguesas online faz também com que muitos utilizadores optem por comprar online fora do país. 80% dos internautas já fizeram compras online no estrangeiro e 45% do total das compras dos portugueses na internet é mesmo feita em lojas internacionais.

 

O eBay, Amazon, Booking e AliExpress, um site chinês, são os principais destinos das compras internacionais dos portugueses online, à procura sobretudo de equipamentos móveis e acessórios, vestuário e acessórios de moda, mas também de viagens e alojamento, assim como livros.

 

Por outro lado também os consumidores estrangeiros compram cada vez mais em Portugal. Embora o volume seja ainda reduzido, em quatro anos mais do que triplicou o volume de negócios online proveniente de consumidores residentes no estrangeiro, com especial destaque para o sector do alojamento.

 

Quem não entrar neste mundo digital perde uma fatia importante de oportunidade de negócio, vendendo produtos e serviços a clientes portugueses e alargando fronteiras ao mundo inteiro. E para isso nem precisa de fazer grande investimento ou ter competências técnicas avançadas. Existem diversas ferramentas e linhas de apoio para que as empresas portuguesas se atualizem para esta nova realidade, desenvolvendo os seus sites e estratégias de comércio eletrónico. E você, o que vai fazer para preparar o seu negócio?