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O serviço de fibra, tem fibra? A importância do FTTH

O serviço de fibra, tem fibra? A importância do FTTH

Quando se entra no mundo da tecnologia, ao mínimo descuido, fica tudo perdido no meio de siglas que, mesmo traduzidas, pouco ou nada dizem sobre a sua verdadeira função a não ser aos especialistas na matéria. Neste momento, em Portugal, quase todas as pessoas, principalmente os mais jovens, os que nasceram em plena Era da fibra, os que nem imaginam o que é uma consola de jogos a funcionar a 48 Kbps, exigem velocidade. E raramente percebem porque razão, muitas vezes, a Internet é lenta.

 

E é bom recordar que Portugal, no que respeita a evolução de novas tecnologias, está bastante adiantado em relação a outros países europeus como a Alemanha ou a Irlanda. Basta recordar que uma das razões que levou Paddy Cosgrave a transferir a WebSummit para Lisboa está relacionada com as falhas que teve na Irlanda com o WiFi.

 

Num contexto empresarial, ao contrário do residencial, há soluções feitas quase à medida. Os custos envolvidos são calculados de outra forma, quer do lado dos operadores, quer dos clientes que necessitam de soluções específicas de acordo com as especificidades dos seu negócio. 

 

Mas, de forma genérica, atualmente, o segredo está nos serviços de fibra que garantem velocidades até 1 Giga (o limite máximo comercializado atualmente pelos operadores de forma genérica). Mas, antes de avançar mais, é preciso ter em mente que uma ligação que permita 1 Gbps de velocidade (e estamos sempre a falar da velocidade permitida através da ligação por cabo ao router), também tem dependências sendo, uma delas, o número de equipamentos a ela ligados e os próprios routers. Depois, a nível empresarial, há sempre as soluções desenhadas à medida, de acordo com as necessidades de cada empresa e que podem ser sempre superiores a estes "limites".

Os operadores portugueses continuam a apostar na cobertura da totalidade do território com fibra e é esta ligação dedicada que garante, mesmo no futuro, mais fiabilidade e velocidade.

Dois telemóveis, ou computadores, ligados ao mesmo router, dividem a velocidade entre os dois, se forem quatro, a divisão vai acompanhar até chegar o momento em que nenhum deles tira partido da ligação. A culpa não será da ligação, é preciso encarar este tema como uma autoestrada de informação. Quanto mais intenso for o tráfego, mais lenta será a viagem. Mas, é preciso lembrar, a limitação está do lado dos routers e até dos telemóveis e computadores, não do lado do cabo de fibra que permite velocidades bastante superiores ao que atualmente é fornecido.

 

E é do lado destes equipamentos, dos terminais que são colocados nos clientes e mesmo ao nível das tecnologias utilizadas pelas operadoras, que existem as limitações. E todos os dias se evolui mais um pouco neste capítulo. Mais uma vez, é sempre bom recordar que as soluções empresariais implicam equipamentos mais robustos que estão fora dos pacotes genéricos dos operadores.

 

Tal como hoje muitos pensam que os "carros voadores" vão ser a solução, há quem prefira apostar, por exemplo, na evolução para a rede móvel 5G em vez da opção de levar a fibra até casa dos clientes. Mas é preciso recordar que qualquer transmissão sem fios tem sempre obstáculos e também pode haver excesso de tráfego aéreo.

 

A cobertura do território 

Portugal é um país pequeno, à beira mar plantado, mas isso também torna mais simples a cobertura com infraestruturas de última geração. Também por isso, Portugal se distingue de forma positiva de outros países. A cobertura total do território é um compromisso da Altice/MEO e é também graças ao nível de cobertura com fibra que Portugal se assume na liderança europeia no que respeita às Tecnologias de Informação.

 

Além disso, é preciso lembrar que ainda está em marcha uma evolução da rede 4G (4G Plus) que permite downloads até 1 GBps através da rede móvel. Até ao final do ano, de acordo com as últimas notícias veiculadas, a Altice/MEO pretende ter até 50 por cento do território coberto por esta nova tecnologia.

 

O que irá permitir manter Portugal na linha da frente, a nível europeu, até à chegada da rede 5G que Bruxelas quer ver implementadas a partir de 2020.

 

Já na Alemanha, a aposta é diferente. O território é mais extenso e as operadoras têm pela frente um desafio que, em parte, recusam aceitar. Em pleno Broadband World Forum 2017, o vice-presidente da Deutsche Telekom, Franz Seiser, fez questão de mostrar que na Alemanha vai ser quase impossível cobrir todas as casas com fibra de alta velocidade. O custo de fazer chegar a fibra a todas as casas na Alemanha, fibra dedicada e com qualidade que permita velocidades elevadas, conhecida como Fiber to the Home (FTTH), terá um custo de 80 mil milhões de euros. Por isso, afirma, não irá acontecer tão cedo. A aposta de Franz Seiser está no 5G (previsto para estar a funcionar por volta de 2020). É muito tempo para se esperar por esta ligação de alta velocidade.

 

Esse não é o caso português pois a maioria do território está coberto por fibra, mesmo que ela ainda não chegue a 100% das casas e empresas. Mas os operadores continuam a apostar na cobertura da totalidade do território com fibra e é esta ligação dedicada que garante, mesmo no futuro, mais fiabilidade e velocidade.

 

No entanto, é preciso ter em conta que só tira vantagem da velocidade da fibra quem possua fibra até casa (FTTH). Porque, tal como visto mais acima, mesmo chegando a fibra diretamente ao cliente final, é preciso dividir a utilização pelo número de equipamentos ligados e operações que cada um está a realizar nessa ligação.

 

Agora, imaginem o cenário em que o cliente possui um serviço de fibra mas onde o cabo de fibra não chega até casa. Por exemplo, no sistema Fiber to the Node (FTTN). Ou seja, a fibra do operador vai até uma caixa na rua e depois, a partir daí, a ligação segue por cabo coaxial até ao prédio e serve todos os clientes que estão "pendurados" nessa ligação. A divisão aqui complica-se, a lentidão aumenta.

 

A velocidade permitida pelo cabo coaxial é muito inferior à fibra e, além das ligações feitas dentro de casa é preciso dividir a velocidade com os restantes vizinhos. Imagine uma autoestrada com seis faixas (a fibra), depois chega a um ponto de confluência (a caixa na rua) e a partir daí, todo o tráfego é feito por vias de uma faixa (coaxial). Cada carro nessa estrada secundária vai andar muito mais devagar, sendo o carro o equiparado a um aparelho ligado ao cabo coaxial. Vai, certamente, haver momentos de paragem!

 

Percurso da fibra.png

Existem mais designações mas nesta imagem, as duas primeiras, são aquelas que garantem as melhores velocidades. Sendo o ideal, a fibra chegar individualmente a cada cliente final.

 

Como saber se a fibra chega até ao router?

Para receber o sinal de fibra é preciso um aparelho, designado por ONT (Optical Network Termination), que recebe o sinal de fibra e depois se liga ao router para distribuir sinal por toda a casa. Seja através das portas Ethernet (cabo de rede) ou WiFi. E, claro, para fazer chegar o sinal de TV à box e às divisões onde existam TVs ligadas por RF (a tradicional tomada de antena).

 

A imagem seguinte representa uma ligação simples, residencial, ou até para pequenos negócios. No caso das empresas de maior dimensão, tudo se altera com ligações feitas com recurso a terminais diferentes.

 

ont_router (1).jpg

Se a sua ligação de "fibra" apenas possuir o router, pode ter a certeza que o cabo que lhe chega a casa é coaxial e não fibra e que está a dividir a velocidade contratada com a vizinhança.

 

Hoje em dia já existem routers que juntam a ONT e o router num mesmo equipamento, como é o caso do FiberGateway, o primeiro equipamento com tecnologia e design português a funcionar com o protocolo 802.11ac Wave 2 (4X4 antenas) que permite velocidades próximas dos 7 Gbps. Um tema para abordar em breve noutro artigo.

 

Por isso, para tirar o máximo de partido da velocidade do serviço, a fibra tem de chegar até ao equipamento no interior de cada escritório ou habitação.

 

O futuro, sempre presente

Tem sido sempre assim. Ainda uma tecnologia está por implementar e já se fala numa mais evoluída. É a velocidade das Tecnologias de Informação. Basta recordar, por exemplo, que o cabo de fibra já existe há décadas mas só agora, ainda agora, os operadores continuam a investir para fazer chegar a fibra a todos os clientes (o próprio cabo de fibra evoluiu). Desde logo porque é necessário que todos os equipamentos assumam a capacidade de funcionar com essa mesma tecnologia.

 

Há já uns tempos que o mundo da tecnologia trabalha para fazer nascer o 802.11ad, também conhecido por WiGi. Uma rede de WiFi que opera nos 60MHz e que, supostamente, irá permitir velocidades superiores aos 8Gbps. Mas, voltamos ao exemplo das autoestradas, de que serve um carro que acelera até aos 300 Kmh se o limite de velocidade (representada pelos equipamentos) está imposto nos 120 Kmh?

 

E este é outro fator a ter em conta. Um cliente que possui uma ligação de 100 ou 250 Mbps, nunca irá ter mais do que este limite (na ligação por cabo Ethernet) só porque aplica um router com maior capacidade. Melhora o sinal mas não obtém velocidades superiores às contratadas. Tal como possuir uma ligação com 1 Gbps ficará sempre mais pobre se for servida por um router que limita a transmissão de dados a 100 Mbps.

 

Atualmente, a velocidade máxima comercializada pelos operadores atinge o limite de 1Gbps em download, sendo o "normal" de um serviço de fibra os 100 Mbps. Por isso, ao trocar para um serviço com 200 Mbps ou 1 Giga em download, já é um salto significativo em termos de qualidade. Com este serviço consegue tirar o máximo de partido das capacidades dos telefones mais modernos. E aqui, compensa fazer o upgrade do router.

 

A qualidade do WiFi

Como já se sabe, quando um operador fornece um serviço com determinada velocidade, a garantia é feita sobre as ligações realizadas por cabo ao router e não a ligações por WiFi. Mas, cada vez mais, as pessoas recorrem ao WiFi e muito pouco a ligações por cabo, excepto os que possuem um computador desktop ou na empresas que ainda distribuem o sinal através do cabo Ethernet aos colaboradores para tirar o máximo partido da velocidade. Mesmo assim, existem dependências relacionadas com os próprios equipamentos que podem "estrangular" o sinal.

 

Com o WiFi as velocidades são sempre inferiores. E, para melhorar ao nível do WiFi, o equipamento que distribui o sinal é o primeiro na cadeia de importância assim que a ligação chega a casa ou escritório do cliente. Depende, desde logo, de barreiras físicas como paredes, mobiliário e distância até ao equipamento a ligar.

 

Os routers que permitem o protocolo 802.11ac Wave 2 (e velocidades até perto dos 7 Gbps) são, atualmente, os que respondem melhor às necessidades dos utilizadores e compatíveis com a maioria dos equipamentos mais recentes. Nos próximos anos, o desafio para as marcas de telemóveis, como a Samsung, Huawei ou Apple, será a inclusão de protocolos que permitam a ligação ao WiGi, através da norma 802.11ad. Depois, há que adoptar routers que incluam esta norma e implementação de tecnologia a montante, do lado dos operadores, que permitam a sua distribuição.

 

Paralelamente, há o compromisso da implementação da rede móvel 5G, assumido pelos principais operadores europeus, e na qual a operadora alemã aposta, em detrimento da fibra. “Apenas podemos ligar o novo se deitarmos fora o velho", acredita o vice-presidente da Deutsche Telekom. Na verdade, a fibra continua a ser a ligação mais fiável. Pois só a quebra do cabo impedirá a passagem de sinal. O 5G é uma rede com um enorme potencial mas continua a estar sempre dependente das barreiras que podem interferir com o sinal.

 

Em Portugal, os operadores apostam na convergência das duas ligações. Ou seja, utilizar a futura rede 5G como complemento da fibra para chegar a locais mais isolados e remotos, e para fornecer serviços específicos, onde o custo para fazer chegar a fibra se pode tornar incomportável.

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