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Avalie o valor dos dados do seu negócio e tire partido disso

Avalie o valor dos dados do seu negócio e tire partido disso

A informação é poder. Provavelmente já ouviu várias vezes esta frase, mas por acaso já pensou como pode aplicá-la ao seu negócio para ser mais competitivo? O truque pode estar na forma como encara os dados e faz a sua gestão.

 

Quem não se lembra do merceeiro da rua que sabia exatamente o tipo de produtos que cada família comprava semanalmente, ou do cabeleireiro ou da modista que conhece profundamente as preferências dos seus clientes e ajusta a oferta aos gostos e hábitos de cada um? Pode nunca ter pensado nisso, mas o que fazia a diferença nestes negócios era a informação que detinham sobre os “fregueses” e a forma como geriam a logística e acertavam pontas para oferecer um serviço sempre mais personalizado.

 

É claro que a lógica não se pode aplicar da mesma forma a todos os negócios. Ou pode? A pergunta é fácil de responder: sim, pode. Quanto mais informação tiver, melhor pode gerir a sua oferta, adequá-la a cada época do ano e fazer ainda a proposta de outros produtos e serviços que podem agradar aos diferentes perfis de utilizadores, fidelizando os clientes e aumentando o impacto das vendas em cada individuo.

 

Muitas empresas da época tecnológica são mestres a gerir informação que vão recolhendo e armazenando sobre cada pessoa, correlacionada com dados de localização geográfica, pesquisas, compras e muitos outros dados que colecionam. A Amazon e a Google são dois bons exemplos de como esta lógica funciona. A primeira começou por vender livros online, guardando as preferências dos clientes para simplificar as compras e sugerindo depois outras hipóteses de aquisição, mas rapidamente alargou o âmbito de atuação para outras gamas de produtos e serviços e hoje domina em várias áreas, incluindo a entrega de legumes e frutas frescas.

 

No caso da Google tudo começou com um motor de busca, mas era daí que muitos utilizadores partiam para outras páginas na internet, e essa informação rapidamente se tornou poderosa para vender publicidade “localizada” mas também outros serviços, todos (ou quase) de base gratuita. E como ganha a empresa dinheiro? Com a informação. A extensão ao mundo dos telemóveis fez com que ganhasse ainda mais poder no domínio dos dados de localização, comunicações, acesso a aplicações, agenda e serviços tão simples e básicos como a meteorologia.

A IDC estima que em 2020 mais de 60% das empresas vão ter a informação como ativo principal de negócio e que mais de 25% das empresas industriais vão gerar mais de metade das suas receitas através de serviços digitais

Com esta informação a Google tem vindo a melhorar a forma como oferece serviços, mais personalizados e ajustados aos gostos de cada um, com sugestões e dicas. E agora tem um sistema de inteligência artificial que tira partido de tudo isso e que conjugada com o Google Home pode levar para dentro de casa um verdadeiro “mordomo” que lhe lê a agenda e informa sobre os afazeres do dia.

 

Como é que isso pode ser adaptado ao seu negócio? A tecnologia pode dar uma ajuda muito importante, mas primeiro é preciso definir que tipo de dados tem sobre os seus clientes e de que forma podem ser usados para melhorar os seus produtos e serviços, o atendimento, a logística e o serviço pós-venda. De forma transversal aos vários departamentos.

 

Cada área de negócio tem necessidades diferentes, e focos diferentes, mas ninguém pode fazer essa avaliação melhor do que você. E este conhecimento do negócio é o ativo mais relevante para o seu futuro.

 

Depois há que pensar na tecnologia a utilizar para tirar partido da informação. Para além dos dados que já tem, e do histórico da relação com os clientes, há uma série de fontes de dados que pode usar, nomeadamente as redes sociais e os sensores da Internet das Coisas (IoT).

 

É aqui que tecnologias como o Big Data, Cloud e Analytics entram em campo para ajudar a gerir os grandes volumes de informação, e a extrair valor pela análise de tendências passadas e capacidade de previsão de comportamentos futuros. Não gostaria de perceber se os seus clientes vão precisar de comprar roupa de criança nos próximos meses, ou em que altura do ano é mais comum planearem as férias, tudo de forma mais fidedigna e sem usar a intuição ou tendências “gerais”? Tudo isso é possível ao pormenor, e mesmo as mercearias podem planear melhor que tipo de produtos colocam nas suas prateleiras em cada altura do mês.

 

Para isso é preciso avaliar o valor intrínseco dos dados, validando se são corretos e completos, relevantes para o negócio e com capacidade de influenciar as decisões de negócio.  E cumprindo naturalmente os requisitos de segurança na gestão de informação pessoal, que são cada vez mais rigorosos.

 

A nova realidade pode obrigar a uma transformação dos processos da sua empresa. A IDC estima que em 2020 mais de 60% das empresas vão ter a informação como ativo principal de negócio e que mais de 25% das empresas industriais vão gerar mais de metade das suas receitas através de serviços digitais. Basta pensar em marcas como a Uber ou o Booking para perceber que o seu ativo principal são dos dados, que depois usam com maestria nas plataformas que disponibilizam aos clientes e na interação com fornecedores externos.