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A Internet das Coisas Médicas

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A Internet das Coisas é um mundo por explorar e, a cada dia, surgem novos aparelhos e serviços nas mais diversas áreas. A saúde é um sector para o qual se olha há alguns anos. Mas, será fácil implementar sistemas de monitorização de saúde no mundo da Internet das Coisas?

 

Hoje em dia os pacientes são já monitorizados de diversas formas: eletrocardiograma, pressão arterial, temperatura, níveis de glucose no sangue ou urina. Mas, regra geral, todas estas medições, vitais para os pacientes, necessitam de uma análise e interação com o médico.

 

Esta necessidade cria uma oportunidade para o aparecimento de novas tecnologias que permitem analisar os dados de forma mais eficaz. Numa primeira fase, listando dados que suscitem alerta e ajudando o médico neste processo. Mas, apesar deste auxílio, e da eventual redução de interações entre médico e paciente, que permite otimizar o tempo e efetuar análises mais rápidas, a intervenção humana continua a ser crucial.

 

Depois, coloca-se a grande questão relacionada com o Big Data: será que a comunidade médica está preparada para lidar com a quantidade de dados que "as coisas" vão debitar? A análise de dados médicos começa, desta forma, a impor-se como uma das áreas mais relevantes. Recolher e armazenar dados é apenas o primeiro passo desta conquista da evolução tecnológica que permite salvar vidas. Mas, para que tudo jogue a favor da saúde, é preciso tratar, analisar e interpretar os dados.

 

Depois, e sempre, as questões da segurança. Ao mesmo tempo que os dados começam a ser envidados e tratados, permitindo ao médico "prever" os riscos de uma pessoa ter um ataque cardíaco ou um AVC, atuando ao nível da prevenção, há quem levante questões mais complicadas como o tipo de acesso que uma seguradora pode ter a estes dados. Pode, desta forma, aumentar os prémios de seguro ou, em último caso, recusar como cliente, um paciente que demonstre ter um risco mais elevado?

Quando se olha para as experiências que estão a ser desenvolvidas um pouco por todo o mundo, podemos antever que, em poucos anos, será possível integrar sistemas e tecnologias que permitem atuar ao nível da prevenção de doenças mortais.

Estas são as respostas às quais a legislação terá de dar resposta assegurando que, em primeiro lugar, está o benefício das pessoas.

 

A Internet das Coisas Médicas

Mais do que comandar a torradeira, a impressora ou qualquer outro aparelho à distância, através do telemóvel, "as coisas" poderão ser utilizadas para salvar vidas. É nesta área que a grande maioria das empresas está a apostar para desenvolver tecnologias e aparelhos.

 

Atualmente, há já muitos hospitais que possuem "camas inteligentes". Ajustam-se às necessidades do paciente, alertam quando um paciente tenta levantar-se, e tudo sem a intervenção de um enfermeiro. 

 

Muitos dos aparelhos usados para registo da atividade física não estão homologados nem autorizados para questões médicas. Para entrarem neste circuito, teriam de passar por longos processos de aprovação e, por isso, os fabricantes optam por manter o negócio separado. No entanto, são aparelhos que respondem de forma bastante fidedigna aos propósitos da sua utilização.

 

A par da aplicação a pacientes, A Internet das Coisas Médicas inclui possibilidades como a gestão de stock de material médico, a localização e monitorização de pacientes que deram entrada num hospital e que permitem, por exemplo, evitar os casos de pessoas que acabam por morrer nos corredores.

 

Mas, a inteligência das coisas pode ser usada de outras formas, mesmo em pacientes que estejam em casa. Vulgarmente conhecida como telemedicina, este sistema pode beneficiar da integração com a IoT. 

 

 A Telemedicina

Há já algum tempo que é possível realizar o acompanhamento de pacientes à distância. O Instituto Marquês de Valle Flôr, por exemplo, desenvolve um amplo programa de saúde em São Tomé e Príncipe através da Telemedicina. Com recurso ao Medigraf é assegurada a realização regular de consultas e exames entre o Hospital Central de S. Tomé e especialistas portugueses, permitindo o seguimento e a orientação de casos clínicos mais complexos.

 

Através deste sistema, é possível garantir ainda a formação e o acompanhamento à distância dos clínicos são-tomenses. Desta forma, já foi alcançada uma redução de mais de 60% do número de pedidos de evacuações médicas para Portugal desde 2009.

 

Apoio sénior

A Santa Casa da Misericórdia da Amadora tem em curso um programa de integração de cuidados ao Domicílio para a população sénior, que surge como extensão dos Cuidados Integrados já prestados pela Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Sagrada Família, desenvolvido em parceria com a Meo/Altice Labs, com suporte na solução de telemedicina SmartAL.

 

A utilização desta plataforma tecnológica permite a telemonitorização de sinais vitais, o apoio à aderência terapêutica, assim como a gestão das tarefas diárias dos utentes abrangidos no programa. Hoje, são já 150 as pessoas idosas isoladas ou em situação de dependência, que são apoiadas nos seus domicílios por uma equipa de Profissionais de Saúde e Sociais desta instituição.

 

O Futuro

Os aparelhos ligados e aplicações, incluídos ou não em soluçõe sde telemedicina, são já parte da Internet das Coisas Médicas. Até que ponto irão ser integrados nos cuidados médicos ainda está em aberto. No entanto, os benefícios já começam a ser comprovados.

 

Por isso, quando se olha para as experiências que estão a ser desenvolvidas um pouco por todo o mundo, podemos antever que, em poucos anos, será possível integrar sistemas e tecnologias que permitem atuar ao nível da prevenção e evitando mortes provocadas por doenças como ataques cardíacos ou AVC. E, porque não, atuar ao nível da prevenção do cancro, através da análise de dados biométricos?